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China acelera reforma dos serviços aos idosos

2017-07-15 15:56:19

Segundo dados do Birô Nacional de Estatísticas da China, em 2016, a população chinesa com mais de 60 anos atingiu 230 milhões, correspondendo a 16,7% da população total. Entre os quais, o número de idosos sem filhos e solteiros aproxima-se de 100 milhões. Portanto, surgiu o fenômeno de “nem uma cama é possível” nos institutos de idosos nas grandes cidades.

A Dona Zhang mora em Hangzhou, Província de Zhejiang, e vive sozinha, já que seus filhos trabalham em outros lugares. Recentemente, ela fez o pedido de entrada em um lar de idosos que fica perto da sua casa, porém foi informada que precisa esperar bastante tempo.

“Perguntei se já estou registrada no seu instituto, mas quando é que poderei começar a morar lá? Foi então que fui informada que sou o número 800 da lista de espera e a cada ano o lar de idosos só recebe 10 pessoas. Meus deus! Para receber 800 pessoas vou precisar 80 anos, tenho que esperar por 80 anos!?”

Isto não é uma novidade. Conforme estatísticas do Ministério dos Assuntos Civis, no final de 2015, havia um total de 6.698 milhões camas nos lares de idosos e cada mil idosos possuem 30,3 camas. Embora o número total tenha aumentado em 70,2%, em comparação com o dos cinco anos passados, a demanda e a oferta ainda constituem uma grande contradição estrutural.

Os departamentos envolvidos estão se esforçando para resolver o problema. Beijing está promovendo a Pousada de Serviços aos Idosos, que oferece cuidado, serviço de chamada, assistência alimentar, orientação de saúde, entretenimento e conforto psicológico. O Senhor Xu, que mora no Distrito de Fengtai, em Beijing, foi beneficiado por essa pousada. Inicialmente ele achava que o local só podia entregar refeições e trabalhadores domésticos para as famílias, mais tarde, ele precisou cada vez mais da ajuda da pousada.

“Por exemplo, quando os meus pais precisam de ir ao hospital, como não moro perto deles, posso chamar os trabalhadores da pousada para acompanhá-los.”

No final de 2016, o Gabinete Geral do Conselho de Estado publicou um documento que libera o mercado dos serviços de idosos na China. Entre os tópicos, facilitar a admissão do estabelecimento de auxílio a idosos, simplificar os procedimentos de aprovação e melhorar o ambiente do mercado, a fim de aumentar a qualidade dos serviços e satisfazer as necessidades da população até em 2020. Acerca disso, o professor do Departamento de Ensino e Pesquisa de Administração Pública da Academia Chinesa de Governança, Zhu Lijia, acha que as medidas vão atrair mais forças da sociedade entrarem na infraestrutura e serviço aos idosos.

“Incentivar a caridade, instituições sociais e empresas a participar dos serviços aos idosos, por meio de apoios financeiros do governo, tem um grande significado para o desenvolvimento do caso dos serviços aos idosos. Mas a coisa mais fundamental é que devemos pôr ênfase nas políticas, financiamentos e apoios, as três áreas, ao mesmo tempo. Além disso, estimular as empresas e organizações sociais contribuir para esse setor.”


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