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Comércio exterior da China volta a crescer após dois anos de queda

2018-01-12 20:49:16

As importações e exportações comerciais da China atingiram um total de 28 trilhões de yuans em 2017, um crescimento de 14,2% em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pela Administração Geral da Alfândega do país. A autoridade também projetou um crescimento do comércio exterior em 2018.

O porta-voz da Administração Geral da Alfândega, Huang Songping, afirmou que o valor total das importações e exportações do país se recuperou em 2017, após dois anos de queda consecutiva. Em comparação com o ano anterior, as exportações apresentaram aumento de 10,8%, enquanto as importações cresceram 18,7%. Huang Sonping explicou o motivo do crescimento.

“A economia global registrou uma recuperação moderada e as demandas do exterior têm aumentado. Estatísticas da Organização Mundial do Comércio mostram que, nos primeiros três trimestres de 2017, as exportações das 70 principais economias globais cresceram mais de 9%, na comparação anual. Isso representa um aumento significativo. A economia interna da China mantém um crescimento estável, funcionando como base do aumento das importações. O governo implementou uma série de políticas e medidas para ampliar as importações, incluindo reduzir os impostos de alguns produtos importados. As autoridades também aperfeiçoaram as políticas financeiras e de imposto, assim como estimularam as importações de equipamentos tecnológicos avançados e de peças essenciais. Além disso, foram aplicadas políticas que facilitam o comércio, influenciando positivamente o crescimento das importações.”

Visto de uma perspectiva mais precisa, as importações e exportações da China cresceram ao longo dos quatro trimestres de 2017. As empresas não públicas registraram uma percentagem maior neste aumento. Quanto aos países e regiões parceiras, cresceram as importações e exportações chinesas em 2017 para a União Europeia, para os Estados Unidos e para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático, totalizando 40% do valor total do comércio exterior da China.

A taxa de crescimento das importações e exportações chinesas para os países ao longo do Cinturão e Rota superou em 3,6 pontos percentuais a do aumento total do comércio exterior. Além disso, o volume e os preços das commodities importadas cresceram, entre elas o minério de ferro, o petróleo cru e a soja. Huang Songping afirmou que o aumento dos preços decorre de vários motivos.

“A China é um gigante da fabricação. A produção precisa de matérias-primas e energia em grande quantidade e, portanto, importamos muito. O preço das commodities aumentou no mercado internacional. Por um lado, porque o preço depende da demanda. Por outro, muitas commoditiespossuem perfis financeiros.”

Fontes avaliam que foi a grande demanda da China que levou ao crescimento dos preços de commodities no mercado internacional. O especialista da Academia Chinesa de Cooperação Econômica e Comercial Internacional do Ministério do Comércio, Bai Ming, afirmou que a influência chinesa apenas refletiu as interações entre a oferta e a demanda. De acordo com o especialista, esta visão não é objetiva.

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