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China quer se tornar uma potência científica mundial até meados deste século

2018-02-12 18:44:23

O governo chinês lançou há alguns dias um documento que reforça integralmente a pesquisa científica básica. Funcionários do Ministério da Ciência e Tecnologia afirmaram, neste domingo (11) em Beijing, que a China pretende fortalecer a pesquisa científica básica através da inovação institucional. O objetivo é tornar o país uma potência científica mundial até meados deste século.

O diretor do Departamento de Pesquisa Básica do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ye Yujiang, apresentou os êxitos da China nesta área durante uma coletiva de imprensa do Gabinete de Informações do Conselho de Estado.

“Segundo os dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, a China está no segundo lugar mundial em número anual de teses científicas. Nos últimos anos, o país fez grandes conquistas em áreas como supercondutor à base de ferro, informação quântica, neutino, nano, ciência espacial, células-tronco, entre outras. Em janeiro, os cientistas chineses foram os primeiros do mundo a realizar o clone de um macaco usando células somáticas, exercendo influência internacional.”

A pesquisa chinesa de ciências básicas já engloba disciplinas completas. No entanto, ainda existem problemas como a falta de grandes realizações originais, escassez de talentos e boas equipes de pesquisa, investimento insuficiente e estrutura irracional, entre outros.

Ye Yujiang apresentou os trabalhos prioritários no futuro, que foram definidos no documento do governo.

“Em primeiro lugar, vamos inovar os mecanismos e sistemas para que os pesquisadores se concentrem nas pesquisas básicas de longo prazo. Em segundo lugar, temos que reforçar a disposição sistemática da pesquisa científica. Temos que prestar maior atenção à matemática, física e outras disciplinas básicas. É necessário criar bases de pesquisa de alto nível. E por fim, o investimento em pesquisa deve ser estável e se deve reforçar a diversificação do investimento.”

Segundo o documento, a China deve aumentar significativamente a sua influência internacional na pesquisa científica já em 2020. E até meados deste século, o país deve se tornar um dos principais centros científicos e de inovação no mundo.

Ao explicar o documento, os funcionários chineses responderam também às dúvidas relacionadas à integridade acadêmica. Huang Wei, vice-ministro da Ciência e Tecnologia, revelou que foi criada uma reunião conjunta, composta por mais de 20 orgãos do governo chinês, para averiguar condutas desonestas. Além disso, será melhorado o sistema de crédito acadêmico.

“Vamos reforçar a informatização sobre a integridade acadêmica. Qualquer fraude acadêmica será detectada e investigada no sistema. Vamos também reforçar a avaliação. Quando encontrarmos melhores métodos de avaliação para os resultados da pesquisa científica, resolveremos este problema.”




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