Página atual:Português > Tema >

60% é a linha vermelha estabelecida pelos EUA para competidores

2018-08-10 19:36:55

Nesta semana, os Estados Unidos e a China decidiram impor tarifas mútuas adicionais de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos importados. Estas entrarão em vigor no próximo dia 23 de agosto. Com este fato, tornou-se realidade a guerra comercial provocada pelos Estados Unidos e respondida pela China, na qual as altas tarifas adicionais envolvem produtos em US$ 50 bilhões.

De um ponto de vista superficial, a política tarifária dos Estados Unidos contra a China visa resolver a questão do “comércio injusto” entre os dois países e parte de considerações políticas de dentro dos EUA. No entanto, expõe um objetivo estratégico de longo prazo dos EUA, isto é, reprimir seus competidores em rápida ascensão para defender a hegemonia do dólar norte-americano, liderar as regras multilaterais e conseguir os maiores benefícios econômicos.

No último século, os Estados Unidos se preocuparam com o risco de serem ultrapassados por um competidor por duas vezes. A primeira vez foi quando o PIB da União Soviética passou a marca de 60% do PIB norte-americano. E os EUA aumentaram os esforços para reprimir seu competidor. Outra vez foi quando o PIB do Japão ultrapassou 60% do PIB norte-americano. Os EUA forçaram o Japão a assinar o Acordo de Plaza para diminuir o seu déficit comercial. Com a aplicação de políticas inadequadas, o Japão se tornou a vítima de “duas décadas perdidas”.

Então, para os Estados Unidos, 60% do seu PIB é a linha vermelha, e o país reprimirá qualquer competidor que passar por essa linha, independentemente de sua ideologia ou sistema político. Em 2014, a China passou por esta linha, com o PIB representando 60% do PIB norte-americano. Ao ver dos EUA, a economia chinesa, com maiores velocidade e potencial de crescimento, provavelmente liderará o mundo num futuro previsível. Sob este contexto, os EUA reprimirão inevitavelmente a China. Em agosto de 2017, o governo norte-americano iniciou a investigação da Seção 301 contra o país asiático, exercendo pressões cada vez maiores sobre os chineses.

Porém, a China de hoje não é o Japão do século passado, tendo próprias vantagens frente à repressão norte-americana. Primeiro, a China possui um amplo mercado de consumo doméstico, além de plataformas de cooperação como a iniciativa “Cinturão e Rota”, baseada no princípio de “consulta mútua, construção conjunta e compartilhamento dos benefícios”. Segundo, a China tem um sistema político estável e estratégias de desenvolvimento de longo prazo. Por último, Além de contar com um sistema industrial com maior dimensão e toda a gama de produtos, a China é um elo-chave na cadeia industrial mundial e participa de forma profunda da cadeia de valores global.

Assim como o Japão, a China sofre a repressão dos EUA no curso de sua ascensão, mas terá um destino diferente do país vizinho. Caso entenda corretamente a situação, domine bem a tendência do tempo e lide adequadamente com os próprios assuntos, o navio da economia chinesa navegará para frente, rompendo as ondas.

Páginas sugeridas



Top 10 MúsicasColetâneaMaisMais

  • TOP10 China
  • “This is Hyony” de Lee Jung-hyun

Vídeo

Either scripts and active content are not permitted to run or Adobe Flash Player version 11.4.0 or greater is not installed.

Get Adobe Flash Player
Lenine Cabral, antigo morador da cidade de Nanjing

China.com mais perto de você