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Comentário: China e EUA devem se esforçar conjuntamente pelo resultado positivo

2019-01-10 15:41:47

A reunião em nível vice-ministerial da China e dos EUA sobre as questões econômicas e comerciais foi encerrada nesta quarta-feira (9) em Beijing. Foi a primeira reunião face a face para concretizar os consensos alcançados na Argentina pelos dois Chefes de Estado. Os oficiais dos dois países tiveram um intercâmbio amplo, profundo e detalhado sobre as questões econômicas, comerciais e estruturais, aumentando o entendimento mútuo e lançando um fundamento para solucionar as questões pendentes.

Os dois países alcançaram consensos sobre uma maior importação chinesa dos produtos agrícolas e energéticos americanos, medida que pode satisfazer a demanda dos consumidores chineses por uma vida de melhor qualidade e promover o desenvolvimento econômico de alta qualidade. Segundo informações oficiais, os EUA ainda apresentaram requisitos detalhados na negociação, como o cronograma de importação chinesa dos produtos americanos.

Na negociação em Beijing, os norte-americanos ainda apresentaram questões estruturais. Entretanto, algumas estão relacionadas ao sistema, segurança e ideologia da China, que o pais asiático jamais aceitará. Outras estão relacionadas ao aprofundamento da reforma e à ampliação da abertura, que a China está implementando.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse que a China já está na zona de água profunda da reforma. Por isso, questões como a proteção da propriedade intelectual, a cooperação tecnológica, a permissão de entrada do mercado têm que ser resolvidas durante seu desenvolvimento de alta qualidade, independentemente do atrito comercial entre a China e os EUA. Os consensos alcançados em Beijing correspondem à direção do aprofundamento da reforma e abertura da China.

Depois de nove meses de atrito comercial, os dois países tiveram progressos na reunião em nível vice-ministerial em Beijing. Uma importante razão reside nas grandes perdas econômicas dos dois países e até do mundo inteiro.

Desde meados de outubro do ano passado, o mercado acionário dos EUA teve uma queda drástica e o déficit americano atingiu US$ 50,5 bilhões, recorde nos últimos seis anos. Simultaneamente, o índice de gestores de compras da China baixou para menos de 50% no mês passado.

No âmbito mundial, o crescimento do comércio global poderia baixar 0,3% em 2018 e o Banco Mundial reajustou o crescimento econômico deste e do próximo ano para 2,9% e 2,8%, queda de 0,1%. O jornal americano New York Times analisou que o mercado financeiro, assim como todas as economias, vão pagar pela guerra comercial.

Obviamente, o acordo alcançado entre a China e os EUA não só é a vontade dos dois países, mas também a aspiração comum do mundo inteiro.

De acordo com os consensos alcançados pelos Chefes de Estado, há um prazo de 90 dias para negociação. Agora, já passaram 40 dias. Mas a reunião vice-ministerial realizada em Beijing marca um bom início para ambos os lados.

Para solucionar as questões econômicas e comerciais, a China já manifestou sua maior sinceridade e empregou grande esforço. Para alcançar o acordo final e positivo, os esforços de ambos os lados ainda são indispensáveis.





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